27 de novembro de 2011

Xtreme bird feeding

Sábado é dia de passear e alimentar os cisnes no Main. Com a mudança do tempo, essa relaxante atividade agora se converte em aventura. O Ale começou a filmar esse video cerca de 10 segundos após eu começar a alimentar um patinho solitário. Acompanhem.

Tá fácil pra ninguém não! :P
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28 de agosto de 2011

Agoraoununcafest

E quando a gente já estava praticamente de saco cheio das festinhas de rua sempre iguais aqui em Frankfurt, eis que chega o momento da última e derradeira festa de verão da cidade. Fiquei tão impressionado que resolvi quebrar o jejum de meses sem post no blog.

tempo doido...
Para se ter uma idéia, a Museumsuferfest engloba feira de artes e artesanato, comidas do mundo todo (incluindo cervejas de outras cidades alemãs, heheh), museus abertos (você pode visitar TODOS se comprar um bottom de 4€), palcos com shows para todos os gostos e DJs a cada 100 metros, competição de equipes de remo, atividades para crianças que vão de quiosque da Nintendo a oficinas de arte e teatro, festas sem Deus a bordo de barcos e queima de fogos no final. Tudo isso ocupando as DUAS margens do rio (quem veio visitar a gente sabe que as margens são bem largas, onde a galera toma sol e passeia) além das avenidas que o margeiam (incluindo os jardins dos museus).

...gente idem
O problema é que em uma festa de três dias não dá tempo de comer tudo, nem de ver tudo, nem de beber tudo. Mas o espírito é esse mesmo: clima de "se não houvesse amanhã", pois daqui pra frente, nada mais de verão pro pessoal aqui. Se há um mês atrás escurecia só depois das 22h e era difícil achar um lugarzinho pra sentar e tomar nossos bons Apfelwein, agora já começamos a notar algumas mudanças no tempo.

Em breve vou ver de novo a cidade como vi pela primeira vez no ano passado, quando estive aqui de Férias, e vai ser hora de redescobrir tudo. Mas estou tranquilo, acompanhado é mais gostoso. :)

Até o próximo post, bjo e liga pra gente!
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29 de junho de 2011

Ich lerne Deutsch

Nos primeiros dias morando aqui, a gente aprendeu a frase "Ich kann nicht Deutsch" (expressão que é o mesmo que "Eu não falo alemão") pra dizer toda vez que alguém começasse a conversar em alemão com a gente. Depois de um tempo, e logo após começarmos a realmente aprender o idioma, percebemos que era muito melhor dizer "Ich lerne Deutsch" (Eu estou aprendendo alemão). Essa pequena mudança faz muita diferença na hora de interagir com as pessoas e, por isso, acho que tem sido a frase que a gente mais usa aqui desde então.

Ainda tá bem difícil falar alemão. Ja vamos completar 2 meses de escola, e algum progresso a gente já sente, principalmente quando assiste alguma coisa na TV e consegue entender. Os programas tipo "quiz show" são um pouco mais fáceis, porque as perguntas aparecem escritas na tela :) Mas, a cada dia, a gente consegue identificar mais palavras ditas pelas pessoas, mesmo sem saber o significado delas.

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Pra concluir uma das histórias do último post: sim, o vizinho finalmente apareceu pra conhecer a gente. Ele parece bacana, não é um tio ranzinza como imaginávamos (deve ter uns 27, 28 anos) e disse que normalmente não se importa com barulho, mas que naquela noite específica ele precisava realmente de silêncio, porque o dia seguinte seria difícil. Mas, mesmo assim, pedimos desculpas e dissemos que, caso algum barulho voltasse a incomodar, que ele avisasse a gente. E ele respondeu: "pode deixar, qualquer coisa eu bato na parede de novo". Só faltou dizer: "É O MEU JEITINHO RS".

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Nosso bairro, Sachsenhausen, do outro lado do Main
O verão começou com tudo aqui. Nos dias quentes, faz 32 graus até as 21h, mas a sensação dentro de casa é até de mais calor. Como o apartamento fica no telhado do prédio, a coisa é realmente quente por aqui. De manhã, o sol bate direto de um lado da sala e na cozinha, e no resto do dia esquenta o outro lado da sala e o quarto. É tenso. Já compramos um ventilador, coisa que nunca imaginamos que seria preciso antes de vir pra cá, o que ajuda pelo menos a dormir. Mas a gente não está reclamando não. Estamos tentando aproveitar ao máximo esses poucos dias de calor que o ano nos reserva.

E, nessa época, uma das melhores coisas pra se fazer por aqui é ir nas festas que acontecem pela cidade toda. Praticamente todo fim de semana tem alguma festa acontecendo. Todas elas têm, basicamente, a mesma cara: o povo passeando pelas ruas, comendo e bebendo muito, e alguns palcos espalhados pelo evento. Tem palco com música, com desfile de moda para senhorinhas, com crianças apresentando danças folclóricas, tem tenda-buat do bar gay da cidade, tem de tudo.

Bandinha de meninas de Colônia na festa da Copa
Mas a coisa ficou bem maior com a abertura da Copa de Futebol Feminino. Montaram um palco sobre o rio, outro à margem e toda uma estrutura de bares pra receber muita gente, que todas as noites vêm assistir os shows que rolam nos dois palcos. A comunidade lésbica da cidade está presente e radiante :)


E, semana que vem, vamos assistir o primeiro jogo do Brasil aqui em Frankfurt, contra Guiné Equatorial. Vamos torcer muito, pois o Brasil tem uma tarefa difícil pela frente: chegar à final novamente com a Alemanha e dar o troco pela derrota de 2x0 na final de 2007.

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Marcio e Carol se jogando na cerveja

E está aberta a temporada de visitas brasileiras! Em junho, tivemos as visitas do já internacional Marcio Holanda e da nossa "madrinha em Frankfurt" Carol Saraiva. Em julho chegam Alê Muccillo, Pati Blanco e Guto. Estamos muito felizes com a visita desses queridos amigos, e esperamos que a passagem por aqui valha a pena :)


PS: Tchep, um beijo :) :*

19 de maio de 2011

Short-cuts

Mudamos pro nosso novo apartamento no dia 1 de maio, meu aniversário. Foi um dia gostoso, de descoberta do novo bairro e do espaço vazio aqui em casa. O dia 2, no entanto, foi pesado - montando móveis o dia todo: uma mesa de jantar, um sofá-cama e a cama, propriamente dita, cuja montagem se revelou uma verdadeira saga. A cama chega desmontada no maior número possível de peças individuais - você precisa montar os estrados da cama, literalmente, peça por peça. Mas deu tudo certo. A loja ainda enviou pra gente como "bônus" uma peça de algum móvel comprado por outro cliente, que os entregadores não quiseram levar com eles, e que ainda está aqui conosco porque ligar pra lá e explicar o caso em alemão é um pouco chato.




Logo na primeira semana de maio, surgiu o primeiro trabalho pro desempregado que vos escreve: um freelance pra uma concorrência na Ogilvy. A primeira surpresa foi ver como a agência aqui, ao contratar um freelancer, não está apenas interessada em uma mão-de-obra extra pra ajudar no sufoco que é uma concorrência de pouco prazo, muitas expectativas e informações limitadas. Eles realmente te envolvem no processo: eu cheguei ainda durante a fase de brainstorming e precisei não apenas trabalhar no design das peças, mas também criando soluções pra campanha. Foi muito bom ter conseguido fazer o primeiro trabalho aqui na Ogilvy, que, apesar de distante, tem muita coisa em comum também com a agência de São Paulo. Eu ainda pude trabalhar em dupla com outro freelancer que foi contratado para o projeto, um excelente diretor de arte americano que vive em Berlin há 9 anos e é super gente boa. Além disso, o meu "chefe" durante o projeto também foi muito bacana, e o inglês meio capenga dele me fez sentir menos ridículo com o meu.

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O inglês é um capítulo a parte. Há algumas semanas a gente fez nosso primeiro amigo aqui na cidade, o Kevin. Ele é americano de Los Angeles, e veio prá cá há dois anos, disposto a nunca mais voltar pros EUA. Ele ainda não fala alemão fluentemente, embora se vire bem sem isso. Ele também é webdesigner e tem muitas coisas em comum com a gente. Eu, com a vida de "German Desperate Housewife" que levo, passo muito tempo na cidade com o Kevin e, com isso, acabo tendo de falar bastante inglês, o que tem sido ótimo. Mas, por outro lado, esse processo foi meio deprimente porque eu finalmente me dei conta de como meu inglês é uma BOSTA. Really. Quanto mais você precisa de uma língua estrangeira, ainda que a entenda bem, mais você vai tendo de preencher lacunas que nunca tinha se dado conta que existiam.

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Um apartamento vazio propaga muito barulho, especialmente num apartamento onde as paredes parecem ocas. A gente mora no último andar do prédio, que é uma coisa meio 2/3 de um andar, sabe? As paredes tem cortes diagonais que caem do teto, e em vários ambientes você tem que tomar cuidado pra não bater a cabeça. Depois de uns dias você acostuma, e na verdade o apartamento tem até um certo charme por ser assim. Mas as paredes são muito leves mesmo, é estranho. E então, numa noite dessas, por volta das 23h30, estávamos aqui tranquilamente assistindo DVD - mais especificamente, os clipes do Gondry - num volume normal para os padrões brasileiros, e eis que ouvimos três fortes murros vindo da parede da sala que divide o nosso apartamento e o do vizinho. A gente levou um puta susto, e na hora a gente se deu conta de que era por causa da TV. Desligamos tudo e fomos dormir. No dia seguinte, ainda com uma sensação meio ruim, tentamos ir até a casa do vizinho pra nos apresentar e pedir desculpas pelo barulho (apesar de que ele foi um escroto de não ter simplesmente batido na porta e pedido pra abaixar o som, mas ok). Ele não estava, e tentamos novamente um dia depois. Novamente ausente, então deixamos um educado bilhete em alemão, dizendo que gostaríamos de nos apresentar e que ele nos procurasse assim que tivesse tempo. Pode ser que venha hoje. Veremos. É melhor conversar agora do que termos um vizinho eternamente MAGUADO e disposto a nos denunciar por perturbação sonora.

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Aqui na Alemanha baixar música de graça (a menos que a banda esteja dando suas músicas) é proibido. Proibido mesmo. Eles detectam que você está baixando música e te mandam uma carta cobrando multa, etc. O que leva todo mundo a duas alternativas: comprar pela internet ou nas lojas. Ou seja, é praticamente uma vida pré-Napster. E a gente começou a ver que isso tem pelo menos um lado bom. Em São Paulo, a gente baixa música a qualquer hora, semanas antes de lançarem oficialmente até, e acho que essa facilidade tende a, de certa forma, "banalizar" o ato de escutar um álbum. Quando você vai até a loja e paga por ele, geralmente você volta pra casa e escuta o CD, manuseia o encarte, enfim, tem uma experiência mais duradoura com a música. E eu, pelo menos, sempre que baixava música grátis, escutava e tal, no iPod, no computador, mas geralmente ao mesmo tempo em que fazia outra coisa, como trabalhar, me deslocar pela cidade, etc. Essa semana comprei o primeiro CD aqui, o novo do Moby, que o Kevin comentou ter ouvido e achado bom. E realmente é. Agora to aqui ouvindo uns CDs que ele me emprestou (os dois últimos do Arcade Fire e um do Grizzly Bear) pra importar e não precisar comprá-los também (porque CD aqui é meio caro, varia de 13 a 18 euros - comprar música na Apple Store sai bem mais barato, porque é em dólar né?).




Há duas semanas, começamos a frequentar a escola de alemão. Duas vezes por semana, 1h30 por aula - tudo o que conseguimos no período da noite. OK. Primeiro dia de aula: eu, Andre, uma bonequinha chinesa, uma italiana meio fina, uma mexicana bem simpática, e uma brasileirinha. Gente, a brasileira. Tadinha. Não falava inglês, não conseguia repetir uma só palavra do que a professora explicava, e não sabia onde era New York. Não conseguia nem falar "New York". Daí você vê a cena e pensa: o que ela tá fazendo aqui? Ela só foi pra primeira aula, e depois desistiu, pois já estava com a volta pro Brasil definida (teve visto negado) e só estava ali porque já tinha pagado o curso e, provavelmente queria saber como era. Nas aulas seguintes, novas pessoas apareceram e desapareceram, com exceção da chinesinha, da mexicana e da italiana - esta última, por sinal, um personagem: discreta e classuda mesmo, de vez em quando faz umas críticas silenciosas (como quando a professora não sabia que Ankara era a capital da Turquia). Uma figura mesmo, só vendo. Quanto ao idioma, as aulas tem ajudado um pouco, porque além de sermos obrigados a falar apenas alemão ali (o que é bom, pois a escola é um ambiente em que você se sente menos vulnerável e pode exercitar com mais calma), temos um roteiro melhor do que estudar primeiro, e lá as regras do idioma são introduzidas mais naturalmente do que você simplesmente pegar um livro e começar a estudar a gramática.

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Amanhã vamos pra Londres, nossa primeira viagem pro exterior desde que chegamos. Eu gostaria de dizer que vai ser um pouco mais relax pelo fato de que estaremos numa cidade onde se fala uma língua que compreendemos, mas dada a péssima qualidade do meu inglês acima mencionada, nem sei mais. O que importa é que estaremos lá para comemorar o aniversário de uma Vasconcelos Lameiro da Costa, e ainda rodeados por mais queridos brasileiros expatriados adeptos do trabalho na publicidade. Cheers!

26 de abril de 2011

Etiqueta on rails

Rio Reno

Você está viajando com a sua esposa para comemorar as tão sonhadas férias e escolhe um roteiro de trem para aproveitar ainda mais tempo a dois.

A caminho de München, no entanto, dois passageiros que embarcaram em Köln rumo a Frankfurt o abordam durante a parada dizendo que têm uma reserva exatamente para aqueles assentos onde você e sua esposa aproveitam a viagem.

Como proceder?

Altstadt, Köln
a.) você fica preocupado e confuso, afinal não sabia que era possível reservar assentos em trechos intermediários, olha para sua esposa que já tenta avistar por cima do banco outros assentos disponíveis. Apenas por educação, os rapazes - que já estavam em pé mesmo - se oferecem para tentar achar outro assento, e apenas caso não encontrasse nada voltariam a requisitar os lugares originais. Depois de buscar em outros dois vagões os rapazes voltam e ao chegarem novamente nos lugares marcados percebem que um painel eletronico sinaliza, ao lado do número das poltronas, logo acima da sua cabeça: "köln-frankfurt". Eles apontam para o painel com a mensagem do trecho reservado e pedem desculpas mas gostariam de se sentar no lugar pelo qual pagaram 9,00 € pela reserva. Resumindo: pra você, esses bostas acabaram com a sua viagem mas você aprendeu como identificar um assento reservado nas suas próximas viagens. Ou...

b.) você simplesmente diz que não balançando a cabeça - gesto repetido pela sua esposa. Os rapazes se retiram e retornam 2 minutos mais tarde com uma funcionária que os obrigam a liberarem os assentos. Os rapazes sentam sem falar uma palavra e deixam você em pé com cara de bunda. Resumindo: pra você, esses bostas acabaram com a sua viagem e você não aprendeu porra de lição nenhuma.

A gente estava na opção b.
Fim.
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21 de abril de 2011

Sobre água e chocolate

Vista do Römertor
Antes que eu me esqueça: essa é Wiesbaden, a capital do estado de Hessen aqui na Alemanha. Hessen é o estado com o sotaque mais legal e mais fácil de imitar. Hessen é também o mesmo estado onde fica Frankfurt, e  sua simpática capital fica a menos de uma hora daqui.

Visitamos a cidade meio que acidentalmente há algumas semanas atrás. "Meio" porque estávamos indo pra lá visitar esse evento, mas descobrimos ali na hora que só poderíamos ver as palestras se tivéssemos nos cadastrado antes (meses antes). Assim sendo, Wiesbaden foi nosso primeiro passeio turístico fora de Frankfurt desde nossa mudança. :)

Marktkirche
Tomamos café numa bolaria habitada por três octogenários de cabelinho de algodão e passamos pela montagem de uma pista de corrida automobilística nas ruas do centro. A cidade é muito fofa, e muita gente que trabalha aqui (inclusive na Ogilvy) mora lá e vem pra cá todo dia. À primeira vista, lembra algo entre Viena e Lisboa - mesmo que isso possa significar nada para alguns de vocês e absolutamente qualquer coisa para outros.

Outra coisa legal é que a cidade é um balneário de águas termais e tem algumas fontes e chafarizes de água quente espalhados pelas praças. A criançada - e a gente também - fica colocando a mão na água,  em dias frios deve ser bem bonito ver a fumacinha brotando das fontes. Nessa mesma vibe de brincar na água achamos lá uma loja de sabonetes deliciosa chamada Bubbles Oh La La onde uma vendedora muito simpática tentou até arranhar um português com a gente.

Obviamente não deu pra conhecer nem um fiapo da cidade e queremos voltar lá outro dia mais bem planejados. Mas isso tudo foi só pra dizer que essa semana tem feriadão e temos mais passeios pela frente. E se não tiver post até lá... Feliz Páscoa pra vocês! ;)
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10 de abril de 2011

Turismo acidental

Hoje foi mais um dia ensolarado aqui em FFM e percebi que estamos ganhando alguns hábitos novos, que vão além de simplesmente fazer as compras de pouquinho no mercado. São novos hábitos como passear ao ar livre todo fim-de-semana, que começam a fazer diferença na nossa qualidade de vida.

"dá cá um abraço"
Parece que nós estamos tendo a oportunidade de sentir – não sei por quanto tempo – esse olhar novo de turista que tem apenas 2 dias pra conhecer o lugar, quer aproveitar tudo o máximo que puder e fotografa até papel de bala.

Nesse ponto nao sei dizer se os novos hábitos adquiridos são apenas fogo de palha ou se vão ser integrados ao nosso rol de necessidades primárias. Mas caaalma galheara... que a gente sabe que logo logo o inverno – e a rotina – vêm aí. Eu trouxe até um gráfico comigo na bagagem pra me lembrar disso.

Talvez só estejamos assimilando o senso de urgência que bate nos habitantes locais nessa epoca do ano para aproveitar os poucos meses de sol.

Mas o que é legal de pensar agora é que, passageiros ou definitivos, os novos hábitos foram despertados por uma sensação que nunca experimentarímos como nativos em nossa própria cidade. Ou, diferenças à parte, todos vocês já foram visitar o Horto Florestal alguma vez?
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9 de abril de 2011

Coméquetalá?


Aqui na firrrma, quando me perguntam se estou gostando de trabalhar com eles, é realmente difícil responder separando apenas minha experiência na agência de toda a novidade que é se mudar para outro país. Além do que não dá pra dizer se o Schnitzel do bandejão é bom sem ter provado uns outros na vizinhança, né? 

Socialmente falando, a timidez, que já era um "issue" pra mim no Brasil, atrapalha ainda mais quando você não sabe direito se precisa soltar "Ich kann nicht Deutsch" no começo da conversa. Mas trabalho é trabalho e eu não tô aqui pra fazer amigos. Hahaha! #BRINKS!

Felizmente tem pessoas legais como o meu dupla Ralf que além de falar "Gesundheit" toda vez que eu espirro (só pra eu aprender a palavra) ainda dá várias dicas profissionais úteis pra mim (e pro Ale). Ah, e ainda ilustra e sabe mexer no Photoshop! #fikadika 

Dedinhos na Alemanha: Vai'd'Gosto
O fato é que quase um mês depois, a cada dia ainda apendo uma coisa nova. Já aprendi por exemplo que trabalhar como criativo sem conhecer a língua te priva involuntariamente do recurso mais safado que um publicitário pode usar: o trocadilho, o famoso "dedinhos". Isso é bom, mas não quer dizer que eles não possam usar esse recurso (vide exemplo). 

E se isso não é provação pra você que nunca usou desses macetes (aham), o que posso dizer como DA é que depois que você diagrama um botão com a palavra Geschwindigkeitsbegrenzung, você está preparado pra qualquer desafio nessa vida.

Bobagens à parte, por enquanto tudo tem gosto de novidade, e isso além de ser inspirador, é a resposta que eu tenho pra quem me pergunta como está sendo lá.

Ah, por falar em gosto e em novidade, hoje eu descobri que toda sexta tem happy hour no café da agência com cerveja, frutas, drinks e... SALSICHA grátis. Então tchau! :D
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4 de abril de 2011

Cada um na sua

Neste último fim-de-semana sentimos o calor do verão que se aproxima. Não era ainda o calor que atormenta a todos no Brasil, mas no domingo conseguimos sair de casa usando bermudas pela primeira vez, vejam vocês. E, juntando o clima com nossa localização geográfica na cidade, o aproveitamento dos últimos dias foi total.

Palmengarten
Westend, o bairro onde estamos morando provisioriamente com o Arnaldo, é um bairro bem tranqüilo, com muitos prédios residenciais (onde alguns profissionais liberais também alugam apartamentos para montarem seus escritórios). Aqui onde estamos, por exemplo, há advogados e psicoterapeutas. E bem ao lado de casa há um parque enorme, o Grüneburgpark, e logo ao lado o Jardim Botânico (Palmengarten). No sábado o dia estava lindo e fomos conhecer o Palmengarten e lá ver uma exposição de orquídeas.


No domingo, aproveitamos o dia de calor pra estrearmos nossas bermudas aqui, e nos deparamos com um hábito comum dos locais: os homens aqui adoram se queimar à vontade no Grüneburgpark. O interessante é que eles ficam ali, uns 10, 15 caras todos peladinhos mesmo, deitados sobre suas toalhas pra cima ou de bruços, enquanto famílias felizes atravessam a grande área gramada brincando, as crianças correndo com os cachorros, demonstrando claramente que aqui é cada um na sua. A prática nudista, vale observar, ocorre numa área específica do parque, em frente a um grande aglomerado de árvores e plantas que servem tanto às necessidades mais simples como a outras menos urgentes...

Grüneburgpark
Depois de passarmos a manhã no parque, fomos almoçar em Bornheim, um bairro bem legal daqui, que ainda não tínhamos visitado. Deu muita vontade de ter alugado apartamento lá ao invés de Sachsenhausen, mas tudo bem. Lá havia muitas lojas abertas, o que não é comum no resto da cidade - pelo menos agora a gente sabe onde encontrar um supermercado aberto aos domingos.

O fim de semana terminou com a tradicional pizza de Bornheim que o Arnaldo compra religiosamente todo domingo à noite, e que a Lucy adora :)
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27 de março de 2011

Literatura Alemã

Pois enquanto eu aprendo a importância de conhecer atalhos de teclado durante minha primeira semana de Photoshop em alemão, dia após dia continuam chegando aqui na casa do Arnaldo os exemplares que, juntamente com os estatutos e manuais lá da firrrrma, formarão minha biblioteca alemã.

Nada de Goethe por enquanto...
Só nesta semana, além da pasta cheia de papéis e contratos que eu trouxe ao abrir minha conta no banco, já recebi por volta de seis cartas lacradas com senhas, duas listas com códigos para transações na internet, algumas dezenas de formulários para depósitos e transferências, pelo menos uma dúzia de envelopes tipo carta-resposta para transações via correio (sim, tem isso aqui), folhetos a valer, além de algo que parece ser um relatório anual do banco. Ah, recebi também uma outra pastinha para guardar tudo isso. E eu estou falando apenas da minha parte (tem também as do Ale pra chegar).

Acredite, a foto aí de cima não faz juz ao volume de papel que eu já acumulei. Seria quase um crime ecológico, não fosse a coleta seletiva algo levado muito a sério por essas bandas (aqui é você quem separa o vidro por cor antes de jogar no lixo, por exemplo, e não o moço da cooperativa).

Considerando que isso tudo só vai pro lixo tão logo eu aprenda a ler o que está escrito ali, acho que precisaremos de mais estantes na casa nova.
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26 de março de 2011

Ein Ort namens Haus

Créditos da imagem: nosso melhor amigo Google
Sim, eu usei o Google Translator pra escrever o título do post. Mas já estamos dando os primeiros passos no aprendizado do alemão. Ainda não começamos a frequentar uma escola, mas o Arnaldo está sendo um ótimo professor particular. Toda manhã a gente (eu e o Arnaldo, porque o Andre já começou a trabalhar) sai pra passear com a Lucy no parque e essa é a primeira parte do curso: ver o Arnaldo conversar com todos os donos e donas de outros cachorrinhos do bairro. Parece coisa de cidade do interior; é engraçado ver como os cães unem as pessoas por aqui, ainda que seja para uma conversa rápida. De resto, compramos um livro de alemão básico-nivel-A-1/1-wie-heißen-Sie e estudar nele também tem ajudado.

Depois de duas semanas vivendo aqui, podemos dizer que tivemos a grande sorte de achar um apartamento para alugar. Foi o primeiro apartamento que visitamos pessoalmente, e mesmo antes de entrar nele já estávamos rezando pra sermos aceitos como inquilinos (sim, aqui quem decide se você vai alugar ou não é o proprietário). O bairro se chama Sachsenhausen Nord e é, ao mesmo tempo, super movimentado e tranquilo para os padrões paulistanos. A entrada da estação de metrô (Schweizer Platz, uma das que mais gostei daqui) fica na primeira esquina, e a principal rua do bairro tem praticamente todo tipo de comércio. E o prédio ainda fica pertinho da área de museus que se estende pela rua Schaumainkai, à margem do Main.

O apartamento, em si, é bem simples, mas gostoso: 50m², um quarto, uma sala espaçosa, cozinha montada e banheiro. O drama: fica no 4º andar de um prédio sem elevador (aqui quase nenhum tem), o que vai exigir das visitas disposição extra na hora de subir com suas malas. A gente só deve mudar pra lá na primeira semana de maio, pois o morador atual ainda não saiu, e até nisso a sorte ajudou: o cara tá se mudando pro Canadá e é bem provável que deixe vários pertences úteis pra gente lá.

Por enquanto, vamos aproveitando a hospedagem muito amiga do Arnaldo e suas aulas informais e divertidas de alemão. Auf Wiedersehen!

20 de março de 2011

Lost in translation

Hoje completamos uma semana vivendo na Alemanha, e nem foi preciso tudo isso para confirmar que morar num país estrangeiro não tem nada a ver com turismo. Fora o baque de deixar família e amigos do outro lado do oceano, ao invés de visitar museus e conhecer a noite, nossa semana foi recheada de compromissos inadiáveis.

Já fizemos de um tudo. Desde trâmites legais - tipo "visitar" o departamento de imigração, contratar assistência médica e fazer nosso registro de residência - até questões práticas como visitar apartamentos para morar, abrir uma conta bancária e conseguir um número de telefone local (sendo essas duas últimas de longe as mais difíceis). Semaninha intensa, conforme previsto.

Mas o principal choque foi mesmo perceber o quão rápido vamos ter que aprender o idioma. É claro que dá pra sobreviver falando inglês, e em todo lugar sempre tem gente simpática e disposta a ajudar, mas integração mesmo só compreendendo a língua local. Portanto adicione aí pesquisas diárias por aulas de alemão à nossa lista de compromissos.

Daí depois de passar alguns apertinhos em alemão nas ruas, quando você chega em casa cansado o que você quer mesmo é ver sua novelinha na Globo Internacional, certo? Errado. É aí que você sofre. Sofre por não conseguir vivenciar de forma plena essa experiência MÁGICA da TV - sem força de expressão:

Brylha muitho, gatha!
Se no Brasil o máximo da diversão era assistir ao Fala que eu te Escuto e às palavras cruzadas da madrugada, aqui temos um canal que é praticamente a soma desses dois: AstroTV, onde esses dois aí de cima e muitos outros gurus fazem previsões diárias AO VIVO por telefone.

Funciona assim: você liga, fala qual é o babado e as bees lêem as cartas, energizam cristais e te dão conselhos. E todos eles são avaliados com 5 estrelinhas (seja lá o que isso queira dizer!). Isso é tipo Walter Mercado meets ShopTime. E enquanto não soubermos falar alemão tudo que podemos fazer é ver as figuras. :/

O que me consola por enquanto é que esse ano ainda teremos visita do meu oráculo favorito do coração, que não cobra, topa dormir no sofá-cama, e sempre me deixa feliz quando está por perto. :D
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19 de março de 2011

Das ist Frühling

Segundo o Arnaldo, até as velhinhas que passeiam com cachorro pelo bairro asseguram: há tempos que não se acerta a previsão do tempo aqui em Frankfurt.

Daí que a gente chegou no finalzinho do inverno e as temperaturas, claro, ainda estão baixas. E aquela sua jaquetona com blusa de lã por baixo é tão efetiva no frio europeu quanto um embrulho de papel pardo. Até aí, nenhuma novidade: vamos lá comprar roupa de frio FRIO.

Tudo bem, não fosse o fato de que nas lojas de departamento a mudança de estações foi na semana passada. Isso significa que o mundo da moda já está na Primavera e, não bastasse uma peça de roupa custar quase um mês de aluguel, achar um casaco de inverno tornou-se uma tarefa quase tão árdua quanto procurar um apartamento pra morar.

(  º_º  )
Pra não estender demais o assunto, com a ajuda do nosso anjo-da-guarda Arnaldo achamos - entre dezenas de lojas giganteeeeeescas -  uma ÚNICA arara escondidinha, porém com opções belíssimas de casacões.

Agora estamos preparados para andar nas ruas quentinhos (viu, mãe!). Eu dei tanta sorte que pude até escolher entre dois modelos. Esse daí foi o vencedor por ser o que me deixa mais magro. Juro.
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18 de março de 2011

Um irmão em Frankfurt

A cada amigo querido nosso que vive no Brasil e quer morar em outro país em algum momento da vida, nós desejamos, de todo o coração, que o destino coloque no caminho de vocês um amigo como o Arnaldo.

Para um brasileiro que não fala alemão, vir morar num país como a Alemanha, por mais lindo, bem localizado e organizado que seja, é um puta choque. E foi Arnaldo que possibilitou que a gente conseguisse dar os primeiros passos por aqui. A generosidade dele não tem preço, e a gente deseja essa sorte pra cada um de vocês que venha a passar por experiência similar.

Não vou escrever mais nada, apenas deixar esta imagem do carinho dele com a Lucy, que é parecido com o carinho que ele tem nos dado sempre :)

Gute nacht!

Wilkomen!

Meine Damen und Herren,

Mal pisamos na Alemanha e já começamos a notar os contrastes com nossa adorada terra-natal. A primeira delas é que o governo aqui subsidia projetos culturais - como BLOGS, por exemplo.

Isso significa que a partir de amanhã, quando completamos uma semana em solo alemão, começamos a receber uma ajuda de custo de € 1.5 milhões/ano para que possamos atualizá-los de tudo que acontece por essas bandas. #chupamariabetânia

Daqui em diante, se você gosta da gente, se gosta de novidades, gosta de ver crianças bonitas: se liga nessa! Vamos trazer boatos quentinhos (de dentro de casa) e geladinhos também (enquanto o inverno durar).

Küsse! :*
Andre & Ale